Elaborado com a participação de cerca de 500 cientistas de mais de 60 países, o relatório traz as principais informações sobre os principais indicadores do sistema climático, a partir de dados coletados por estações de monitoramento e instrumentos. A AMS publica esse tipo de relatório desde o ano de 1990.
A concentração atmosférica de gás carbônico – CO2 – continuou a tendência positiva, subindo 3,5 partes por milhão – ppm – em comparação com o nível médio observado em 2015. Esse foi o maior aumento anual já registrado nos 58 anos em que o gás atmosférico tem sido monitorado.
A concentração atmosférica de gás carbônico – CO2 – continuou a tendência positiva, subindo 3,5 partes por milhão – ppm – em comparação com o nível médio observado em 2015. Esse foi o maior aumento anual já registrado nos 58 anos em que o gás atmosférico tem sido monitorado.
A concentração média de CO2 passou para 402,9 ppm em 2016 (gráfico abaixo), quantidade que, segundo estudos em geleiras, não se verificara nos últimos 800.000 anos.
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| Concentrações atmosféricas de CO2 (gráfico elaborado por NOAA Climate.gov) |
O ano de 2016 apresentou a maior temperatura média global da superfície terrestre, superando o recorde obtido no ano anterior, em 2015 (gráfico abaixo). Um forte El Nino contribuiu para que as temperaturas ficassem elevadas. Muitas regiões do planeta, como o Alasca, a Europa Central, a China e a Austrália experimentaram um número recorde de dias de calor extremo. Outro recorde foi a temperatura registrada na baixa troposfera.
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| Temperatura média global da superfície terrestre em relação ao período de 1981-2010 (gráfico elaborado por NOAA Climate.gov, adaptado da Figura 2.1a do relatório Estado do Clima) |
Os sinais do aquecimento também se observaram nos oceanos, que absorvem mais de 90% do excesso de energia acumulada pelo sistema climático. O nível do mar continuou a subir pelo sexto ano consecutivo. A tendência de incremento da energia térmica na camada superior dos oceanos, de até 700 metros de profundidade, manteve-se inalterada (primeiro gráfico a seguir). Apesar de acumular energia em um ritmo mais lento, crescimento também tem sido registrado para a camada inferior dos oceanos (segundo gráfico a seguir).
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| Temperatura média global da superfície dos oceanos em relação ao período de 1981-2010 (gráfico elaborado por NOAA Climate.gov, adaptado da Figura 2.1e do relatório Estado do Clima) |
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| Comparação do aumento da temperatura média global da camada superficial – cores vermelhas – e profunda – cores laranjas – dos oceanos em relação ao ano de 1993 (gráfico elaborado por NOAA Climate.gov, adaptado da Figura 3.16a-b do relatório Estado do Clima) |
O aquecimento provocou a diminuição do gelo marinho Ártico em termos de área e espessura. A extensão máxima do gelo foi a menor registrada, igualando-se ao que foi observado em 2015 e 7% menor do que a média do período entre 1980 e 2010. A extensão mínima equivaleu à de 2007 e foi a segunda mínima observada, 33% menor do que a média. Na Antártica, ocorreu uma retração da extensão mínima do gelo marinho para níveis que ainda não haviam sido registrados. Retração continou inalterada para as geleiras ao redor do globo.
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| Perda de massa anual – barras azuis – e perda de massa acumulada – linha vermelha – de 44 geleiras monitoradas. Dados de 2016 são preliminares (gráfico elaborado por NOAA Climate.gov, adaptado da Figura 2.13 do relatório Estado do Clima) |
Mais informações: State of the Climate in 2016
Fonte: NOAA
Imagem: Freeimages / Gráficos retirados de NOAA




