Trabalho realizado por um time de cientistas brasileiros e internacionais sugere que sim. O trabalho analisou a evolução do risco de incêndio ao longo deste século, utilizando um modelo computacional do clima regional da América do Sul.
Os cientistas adotaram o índice de Risco de Queimada desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais – CPTEC/INPE. O calculo do risco considera os dados de precipitação dos últimos 120 dias, combinados com dados sobre a temperatura máxima do ar e sobre a umidade relativa do ar mínima, bem como o tipo de vegetação. O risco é dividido em cinco classes, de mínimo a crítico.
A fim de avaliar a capacidade do modelo de simular o Risco de Queimada, os cientistas primeiro rodaram o modelo climático considerando o período entre 1980 e 2005. Compararam então os resultados do modelo com os dados registrados pelo INPE durante o mesmo período. Depois de validado, os cientistas rodaram o modelo climático para o período entre 2071 e 2100, considerando um cenário de médias e outro de altas emissões.
Entre os diferentes biomas brasileiros, os cientistas notam que o mais afetado pelo aumento no ricos de queimadas será o Cerrado. O Risco de Queimada é maior em uma larga faixa do território brasileiro, estendendo-se das regiões Centro-Oeste e Sul do país em direção ao Norte e ao Nordeste.
Mais informações: Future projections of fire danger for Brazilian ecosystems under climate change scenarios
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