Caracterizado pelo predomínio de gramíneas, os Pampas apresentam alta biodiversidade. A vegetação se torna mais densa, com presença de árvores, junto aos recursos hídricos. Áreas inundadas ocorrem na zona costeira. De acordo com o estudo, o bioma Pampa cobre 62% do território do estado.
A vegetação torna o bioma favorável à atividade agropecuária. O Rio Grande do Sul possuía em 2016 um rebanho de aproximadamente 13,5 milhões de animais. Em geral, a alimentação combinava a forragem de pastagens naturais com insumos concentrados. No inverno, a produtividade e qualidade nutricional das pastagens naturais diminui, exigindo muitas vezes a suplementação alimentar.
Os cientistas apontaram que a pecuária de corte no Rio Grande do Sul adota três sistemas de manejo: pastagem nativa, pastagem nativa fertilizada e pastagem nativa melhorada. Eles buscaram quantificar as emissões de gases de efeito estufa de cada sistema, e de uma combinação entre eles.
Foi aplicado o método de análise do ciclo de vida da produção dos três sistemas de manejo em duas unidades de produção - uma pertencente à Embrapa, outra à Universidade Federal do Rio Grande do Sul.
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| Mapa dos pampas gaúchos. Fonte: adaptado da figura 1 do estudo. |
A análise dos cenários indicou que as emissões da pecuária dos Pampas pode ser reduzida por meio de melhorias no manejo das pastagens. Cenários combinando sistemas de pastagem nativa e pastagem nativa adubada, ou de pastagem nativa melhorada, resultaram em emissões de CO2 equivalente por quilo de animal quase 29% menores.
O desenvolvimento técnico da pecuária de corte também teria o potencial de diminuir o tempo do rebanho no pasto e o tempo de abate. Os benefício se fariam sentir não somente na queda das emissões, mas também na preservação das características naturais dos Pampas.
Mais informações: Livestock-derived greenhouse gas emissions in a diversified grazing system in the endangered Pampa biome, Southern Brazil
Imagem: Flickr/Eduardo Amorim

