Ainda não está claro para a ciência o comportamento futuro dos furacões em um planeta mais quente. Uma hipótese sugere que a quantidade irá cair, mas eles se tornarão mais potentes.
Um grupo de cientistas dos Estados Unidos e da Noruega decidiu explorar as possíveis influências do aquecimento sobre os furacões. Realizaram estudo no qual um modelo climático de alta resolução reproduziu 22 furacões ocorridos entre os anos de 2000 e 2013.
O primeiro conjunto de simulações do modelo utilizou o conjunto de dados meteorológicos observados no período. O segundo conjunto de simulações considerou que a temperatura global média estaria 5oC acima dos níveis pré-industriais.
Foram avaliados a velocidade dos ventos, a velocidade com que a tempestade se deslocava, o raio médio e a quantidade de precipitação. Os resultados do modelo mostraram uma grande variabilidade: cada furacão se modificava de forma única em resposta ao aquecimento.
Ainda assim, foi possível aos cientistas extrapolarem do conjunto de furacões as características comuns: eles se tornariam um pouco mais fortes, um pouco mais lentos e muito mais úmidos.
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| Infográfico com as mudanças das características entre furacões observados e simulados. A maior alteração ocorrerá na quantidade de chuvas. Fonte: NCAR/UCAR. |
Em geral, no cenário de 5oC a velocidade do vento subiu em média 6%, enquanto que a velocidade de deslocamento caiu em 9%. A taxa de precipitação máxima média por hora aumentou significativamente, sendo 24% maior.
O aquecimento poderá elevar a intensidade das chuvas trazidas pelos furacões, afirmaram os cientistas. Com isso, aumentaria o potencial de danos às regiões costeiras, como, por exemplo, a ocorrência de inundações severas.
Fonte: NCAR/UCAR
Imagem: Pixabay
O aquecimento poderá elevar a intensidade das chuvas trazidas pelos furacões, afirmaram os cientistas. Com isso, aumentaria o potencial de danos às regiões costeiras, como, por exemplo, a ocorrência de inundações severas.
Fonte: NCAR/UCAR
Imagem: Pixabay

