Segundo o artigo, as fontes renováveis respondem por 43,8% da matriz energética do Brasil. As alterações no clima futuro, em função do aquecimento global, podem introduzir diversos impactos no setor, tanto na geração, quanto na distribuição e no consumo de energia.
Um dos grandes potenciais brasileiros de geração é a energia solar. As vantagens dessa fonte incluem a diversificação da matriz energética nacional e a mitigação do aquecimento global. Para dimensionar os sistemas solares, no entanto, deve-se produzir informações sobre a quantidade de luz solar disponível nas diferentes regiões do país.
O artigo investigou essa questão com apoio de um modelo climático desenvolvido no Brasil. Foi considerado um cenário de altas emissões, considerando o período até o final do século. Para investigar a variação na quantidade mensal da radiação, os pesquisadores compararam os resultados do modelo com os dados atuais de radiação solar do Rio Grande do Sul.
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| Gráfico comparando as projeções de radiação solar (em azul) com o observado no presente (em vermelho). Fonte: adaptado da figura 5 do artigo. |
O planejamento e a operação do setor elétrico brasileiro precisa incorporar os possíveis efeitos das mudanças climáticas, ressaltou o artigo. Exemplo disso é a influência na disponibilidade da radiação solar no Rio Grande do Sul.
Mais informações: Mudanças climáticas e projeções para a radiação solar no estado do Rio Grande do Sul a partir dos modelos CMIP5 e BESM
Imagem: Pixabay

