Segundo os pesquisadores, o modelo atual de planejamento tem como objetivo aumentar o sistema de geração de energia para atendimento do consumo, com o menor custo possível de investimento e de operação. São levados em consideração níveis de segurança e aspectos socioambientais.
Tal modelo não inclui, em seu processo de tomada de decisão, a necessidade de mitigar o aquecimento global. Mas reduzir as emissões também deve compor um dos objetivos do planejamento energético brasileiro, alertou o estudo.
Mas o planejamento baseado em múltiplos objetivos, que podem ser conflitantes entre si, implica em um novo método. Depende, entre outros, de modelos apropriados e de técnicas de apoio à decisão tendo em vista múltiplos critérios.
O artigo explorou uma nova abordagem para o planejamento energético brasileiro, considerando como objetivos as mudanças climáticas, a segurança energética e os custos econômicos. O método projetou 8 diferentes cenários futuros de expansão do setor.
Em seguida, o desempenho de cada cenário em atender separadamente a cada um dos objetivos foi analisado. Também se analisou o desempenho geral de cada cenário em atender, da melhor forma possível, a todos os objetivos.
No exercício realizado pelos pesquisadores, abrangendo o período até 2030, o cenário melhor avaliado teve como meta uma participação hidrelétrica de 60% do total da geração. As usinas eólicas se mostraram mais competitivas do que as demais.
Os pesquisadores apontaram que a abordagem pode ser aprimorada por meio de mais pesquisa. Ela tem o potencial de incluir um conjunto maior de objetivos e de critérios de escolha. Com isso, o planejamento energético poderá ser aprimorado.
Mais informações: Justino, T. C., Melo, A. C., Maculan, N., & Maceira, M. E. Uma Abordagem baseada em Métodos de Apoio à Decisão Multicritério para o Planejamento de Longo Prazo da Expansão da Geração considerando Emissões de Gases de Efeito Estufa
Imagem: Flickr/ Marinelson Almeida
